Casamento de hoje e o de ontem

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Casamento: Essa relação tão sonhada e amada principalmente por nós mulheres passa por muitas fases, isso quando ela dura!

Sim porque hoje em dia os casamentos são feitos para ter a festa, fazer a lua de mel e depois, até quando for confortável. Ninguém mais quer aguentar “desaforos”. As mulheres estão independentes e não querem assumir a dupla jornada e os homens querem manter sua liberdade de solteiros intacta (mesmo garantindo a fidelidade). Com essa mentalidade cada um vive sua vida, morando na mesma casa, até que um dia, um olha para o outro e estranha a pessoa que está na sua frente. Porque não gerou afinidade e o encanto foi se acabando, evaporou! A partir dai, começam os pequenos desentendimentos e a conclusão logo vem: se é para estar sozinha o tempo todo, melhor separar. Esse é um retrato comum de uma geração que casa para ter a experiência do casamento, como outras da vida, mas não para “criar e construir” um relacionamento de uma vida. 

Já alguns outros casamentos, são feitos para durar muito tempo… o casal encontra uma forma de se comunicar e se respeitar que ajuda para resolver todas as “picuinhas” que surgem. Muitas vezes um problema maior que aconteça (uma morte, doença ou mesmo traição) ajudam no amadurecimento dos dois. Numa hora mais difícil, a busca pelo companheiro(a) e o encontro do aconchego num momento de tristeza, faz uma marca grande para continuarem juntos, enfrentando as dificuldades do dia a dia.

Eu acredito que o maior problema de um casal é o afastamento. Entendo que existe um fio invisível que liga um ao outro, que pode ser interrompido quando termina a intimidade entre os dois. E quando a intimidade acaba, a conexão, o elo, fica frágil ou mesmo se quebra, fazendo os dois virarem “estranhos”. 

A recuperação do casal quando o elo quebra, é trabalhosa. Porque em tese, são outras pessoas que estão ali. Já são estranhos um para o outro e é preciso “re-conhecer” um ao outro e reconquistar esquecendo os velhos problemas e trazendo uma nova forma de se relacionar. A paciência e a dedicação se fazem necessárias, mas recheada de vontade! senão não funciona. Mas se vale a pena, tem que investir!

Seja mais, seja você!

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A dois, pró-atividade demais é um erro!

ImagemDiferente do ambiente profissional, onde a pró-atividade é vista como uma qualidade e rende frutos, num relacionamento, geralmente é um excesso. É fácil: se você faz tudo, o outro não faz nada e se o relacionamento é como uma construção, cada um deve colocar um tijolo e juntos decidirem quais cômodos, portas e janelas essa casa deve ter. Ao contrário, se você constrói sozinho, a casa é só sua, feita do seu jeito, com sua forma de ver e entender a casa, não necessariamente seu parceiro vai gostar dela. Ao terminar a construção, a casa não vai acolher tão bem o outro, porque foi feita apenas por você. E para se sentir bem dentro dela, é preciso ter identidade e afinidade, que se consegue quando a obra é feita em conjunto.

A grande dificuldade é que quem é pró-ativo por natureza não consegue ser assim apenas no trabalho e leva essa característica para casa também. A impaciência anda junto com a pró-atividade, exigindo um comportamento da outra pessoa num timing diferente do seu. É preciso dar espaço e tempo para o outro, mesmo que isso exija um esforço grande do pró-ativo. Para isso, é preciso aprender a respeitar que somos diferentes uns dos outros e que não existe o certo e o errado, existem apenas as diferenças.

Um outro problema nasce desse comportamento, ao fazer tudo sozinho, o pró-ativo faz o outro se sentir vazio e inútil. Porque quando o parceiro começa a pensar em fazer algo, o pró-ativo já fez. Isso o torna inútil. Nada pior para a auto-estima do que a sensação da inutilidade. É comum o relacionamento acabar ou dar espaço para uma terceira pessoa nesse tipo de casal, porque ambos estão insatisfeitos. O pró-ativo busca alguém à altura, que o supere nas ações, que seja mais do que ele. Já o outro, quando encontra alguém que o admira por sua natureza, respeitando seu tempo de agir, deixando que ele faça algo sem que seja pressionado, volta a se sentir bem e encontra finalmente alguém para construir algo juntos.

Concordo que não é simples “brecar” um pró-ativo, mas talvez essa seja a única saída para que o relacionamento funcione. Afinal, é uma obra sendo construída e cada um deve colaborar em média com 50%. O que pode ser feito, é um construir a sala e outro o banheiro. Então transportando para o casal no dia a dia, cada um fica responsável por um assunto dentro de casa. Um lidera a vida social, o outro a do casal. Um faz supermercado, o outro guarda as compras. Um faz o jantar, o outro lava a louça. Dessa forma, ambos têm chance de mostrar o seu potencial e ser valorizado pelo que fez!

A vida a dois é feita de admiração, pelos pequenos atos que o outro faz. Por isso falamos: adoro quando você faz aquela receita para mim, ou, que bom que você nunca esquece de comprar o vinho que eu gosto. E assim por diante…