6 mil visualizações! Tksssss

San Francisco-20120829-02018

Estou muito feliz por estar comemorando as 6 mil visualizações nos 4 meses de vida do meu primeiro blog! Obrigada a todos que tem “me” visitado !! Espero estar contribuindo, vez ou outra, para que seu dia seja mais descontraído através de uma leitura descomprometida, leve e variada!!

Um brande beijo!!!

 

Porque não consigo te esquecer?

te esquecer

Numa cena de filme, tipo água com açúcar, a protagonista perguntava para seu par romântico: porque não consigo te esquecer se você não merece nem mais um segundo do meu pensamento?

Trazendo para a vida real, fico pensando que esse fato é comum no universo sentimental. Muitas pessoas não conseguem virar a página tão facilmente. Usando a razão, ela tem a convicção que já está na hora de esquecer,  que ele não merece, que ele nem é tudo isso, etc…. Mas porque diabos, apesar de todos os defeitos, os desencontros, as raivas, os rancores, as mágoas e até a aparência física (antes tão bonito(a) e agora tão comum…) ela continua presa e querendo continuar apaixonada?

Minha conclusão é que essa pessoa está buscando ela mesma… só que no estado apaixonada. Ela não quer a outra pessoa perto dela porque ela/ele é incrível, inteligente, bonito e sedutor… Nesse caso, o/a outro(a) é apenas a sua ferramenta para sentir todas as sensações boas que uma paixão permite. É como se o/a outro(a) fosse o botão de despertar sentimentos viciantes de alegria, ansiedade, animação, sensualidade, felicidade, dentre outros. E sem ter o/a outro(a), ela fica sem a oportunidade de “se” acessar nessas sensações prazerosas. 

Teoricamente é o que acontece com qualquer vício, o objeto desejado é o instrumento de se “ativar” para realização física e emocional. Por isso, muitas vezes e dependendo do grau, para abandonar o vício é preciso de apoio psicológico. Não adianta não ter cigarro na bolsa… a falta dele continua existindo e chega a ser física.

Acho que por isso é importante se conhecer, para poder entender suas próprias reações e localizar “substitutos” para geração das emoções viciantes, para então conseguir se livrar do vício de gostar de alguém que você deveria esquecer.

Num caso desses, algumas amarras ainda ficam e precisam ser cortadas, tais como objetos que remetem ao ser querido, lugares que trazem memórias à tona, situações que favorecem recordações e assim por diante. E no paralelo, fortalecer  o “botão substituto”, qualquer que seja ele, preferencialmente alguém ou algo de maior qualidade e garantia de conexão mais duradoura.

Não sei se te ajudei a pensar sob outro ponto de vista… mas tentei!

Seja mais, seja você!

Você é um Acumulador?

aculumadores

Muitos de nós temos alguns itens que queremos guardar como “recordação” de um momento ou pessoa. Mas quando começamos a guardar coisas demais por não querer tomar a decisão de jogar fora ou doar, pode ser sinal de doença.

Essa doença é caracterizada pelo medo extremo de tomar a decisão de jogar coisas fora que um dia no futuro poderiam precisar.

Há um reality show que fala sobre acumuladores – ou pessoas que entopem sua casa com objetos de que não precisam, como jornais velhos e lixo, ou até animais chegando a comprometer sua própria saúde.

O pesquisador David Tolin, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, quis descobrir o que acontece no cérebro desses acumuladores usando imagens obtidas com ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla em inglês). Nesse trabalho, ele e sua equipe definiram o problema, chamado de acumulação compulsiva ou disposofobia, como “a aquisição excessiva e a incapacidade de descartar objetos, resultando em uma desordem debilitante”.

O método

O estudo, publicado este mês no Archives of General Psychiatry, analisou o cérebro de 43 adultos já diagnosticados com esse problema, outros 31 com transtorno obsessivo-compulsivo (o famoso TOC) e 33 saudáveis.

Cada um deles teve de levar uma pilha de papéis diversos de sua casa, como jornais e correspondências velhas. Os próprios pesquisadores também fizeram isso. Um grupo de 50 itens pertencentes a cada voluntário e outro de 50 levados pelos pesquisadores foram escaneados e projetados para os voluntários dentro da máquina de ressonância magnética.

Eles foram expostos a esses dois grupos e tiveram de decidir, pressionando um botão, se queriam guardar para si os tens exibidos ou se eles poderiam ser jogados fora. Depois (e em uma sessão mais curta de treinamento antes do experimento), os itens descartados foram rasgados na sua frente, para assegurar de que eles sabiam que suas decisões teriam uma consequência real e imediata.

Os resultados

As pessoas saudáveis escolheram descartar uma média de 40 dos 50 itens que haviam levado. As que tinham transtorno obsessivo-compulsivo jogaram fora cerca de 37 itens. Mas osacumuladores só descartaram cerca de 29 desses 50. Estes também levaram mais tempopara tomar a decisão (2,8 segundos contra 2,3 dos saudáveis) sobre o que fazer com suas coisas e  mostraram bem mais ansiedade, indecisão e tristeza do que os outros dois grupos ao fazer isso.

E tem mais: os exames de ressonância magnética mostraram que os acumuladores tinham diferenças importantes no cérebro, tanto no córtex cingulado anterior, associado com erros em certas condições, quanto na ínsula anterior, ligada à avaliação de riscos, importância de estímulos e decisões emocionais.

Embora os acumuladores mostrassem atividade mais baixa na atividade cerebral dessas regiões enquanto decidiam o que fazer com os itens de outras pessoas, a coisa se invertia quando se tratava de seus próprios pertences. Nesse caso, a atividade subia para níveis muito mais elevados em comparação com os outros grupos, o que, de acordo com os pesquisadores, “pode ​​dificultar o processo de tomada de decisões, levando a uma maior sensação de incerteza do resultado”.

Não é fácil tratar a doença, mas se você conhece alguém com início dos sintomas, vale o alerta para ajudar a pessoa antes que seja tarde demais.

Seja mais, seja você!