Eu aceito dividir um pouco do Manoel com outra mulher, desde que não me afete em nada!

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O tempo passou muito rápido nesse almoço!!!… os garçons já estavam rodeando nossa mesa desesperados para pedirmos a conta. Nos deliciamos com o couvert, pedimos as entradinhas, tomamos mais uma tacinha de vinho e depois com muita calma entramos nos pratos principais, sobremesa e por fim o café.

Papo vai e papo vem, com muita conversa para colocarmos em ordem, principalmente as “privadas”… porque a rede social já anunciava regularmente nossos grandes acontecimentos, tais como viagens, jantares, opiniões sobre a política, dicas de moda, dentre outros, mas tudo sem os detalhes deliciosos que temperam qualquer um deles. E o bom mesmo vem dessa troca pessoal que rende horas e horas de: jura?, não acredito!!, quando? ah me conta vai… esse sim é papo que merece atenção e é quando a gente sela mais ainda nossa amizade de tão longa data.

Mas o melhor foi ouvir: Eu aceito dividir um pouco do Manoel com outra mulher, desde que não me afete em nada!

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Essa minha amiga é mesmo espetacular… vive num tempo à frente do meu. Sempre tem conceitos novos para colocar na mesa, conhece de tudo um pouco e consegue ter uma tranquilidade e segurança para viver, que foge do meu entendimento. E mesmo assim me espantei com essa nova ideia dela.

Já  está casada há 10 anos e optaram por não ter filhos, no máximo, cuidam de um mandacaru que fica na sala e exige meio copo de água de mês em mês. Simples e prático, como ambos são.

Ela é envolvida numa ONG e acaba ocupando grande parte do seu horário comercial ajudando as pessoas desse meio (que não entendo direito… é meio complexo para mim porque cada hora tem uma nova emergência que ela se envolve e não consigo acompanhar bem os detalhes). E o marido dela trabalha na secretaria do meio ambiente, num desses cargos importantes de politicagem. Ambos gostam muito do que fazem e ganham o suficiente para sustentar os luxos dos quais não abrem mão, como uma bela viagem por ano, um apartamento no Itaim bem decorado e com espaço para cada um ter o seu quarto privativo e um para os dois (coisas da Ana). Ela dizia que assim se davam melhor, é como morar em casas separadas, só que não.

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Enfim, como eu disse, a Ana não é comum, é diferenciada!!! e o Mané, bom sujeito, acompanha as idéias inovadoras dela sem reclamar muito.

Seja lá como for, o fato é que  Ana sabe que o marido tem dado umas voltinhas com uma fulana do trabalho e não esta se importando muito com isso. Ela esta bem tranquila na sua segurança de esposa e dona da casa. Entre eles, depois disso, o relacionamento está inclusive mais excitante. O Mané chega em casa mais bem disposto e animado, acho que por estar feliz com esse novo frescor na vida.

O que ela me diz é que tendo esse “casinho”, o Mané está se redescobrindo e tendo oportunidade de se rejuvenescer um pouco. Como ele é mais velho que ela, talvez isso faça diferença para ele. Ela fica de fora, monitora um pouco para ele não exagerar e finge não saber de nada. Assim deixa ele se divertir um pouco e aproveita dessa nova energia que ele tem trazido para casa.

É bem verdade que ela conhece bem o que tem em casa, e sabe de olhos fechados, que o Mané não é homem que se separa e nem que trocaria o relacionamento deles por um “rabicho” desses, por mais energizante que fosse. Ele tem a maturidade para separar os assuntos e manter o que importa no seu lugar.

Então eu sou obrigada a concordar com a conclusão dela: se só tem trazido benefícios, o que tem de mal se ele dá uma voltinha de vez em quando? Se ele consegue separar a “voltinha” do passeio completo, o espaço dela está reservado e bem cuidado. A essa altura do casamento eles possuem laços firmes, bem marcados, histórias vividas e emoções construídas que não é qualquer pessoa ou relacionamento extra que abale.

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Por isso sempre digo, essa minha amiga sempre me ensina algo novo! 

Fonte: conversasprivadas.com

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