Vídeo

Músicas que alteram a química do cérebro!

Não sei vocês, mas eu tenho algumas músicas que me fazem feliz só de ouvir. É como se elas tocassem em alguns botões emocionais que ficam escondidos e me fazem sentir ou re-sentir momentos que foram especiais.
Tem pessoas que sentem isso com aromas ou sabores, eu tenho isso muito forte com algumas músicas e com aromas.
São as chamadas memórias sensoriais, que são acionadas pelos sentidos, sem passar pela consciencia. Perfumes e sons acessam um grupo de memórias onde estão guardadas momentos especiais que ficam escondidos para não ficarem banais.
Seus caminhos são secretos e apenas essas músicas ou perfumes conseguem chegar lá automaticamente. Não adianta querer lembrar conscientemente deles, você precisa dessas ferramentas (músicas, aromas, sabores, etc) para trazer a tona todas as emoções deles.
Acho isso fantástico! Tanto do ponto de vista físico (imagina que algo forte acontece dentro da química do seu cérebro porque você ouve uma música) quanto do ponto de vista emocional (você ter acesso a sensações boas, bastando escolher “aquela” música ou sentir “aquele” perfume). É uma mágica!!!
Logicamente que pode ser para o lado negativo também… mas esse eu gosto de evitar falar e sentir. Vamos ficar por aqui, na parte boa!!!
Vai lá agora e coloca aquela música que te faz bem, ela vai acionar os botões mágicos da sua mente, que vai liberar uma química boa no seu corpo e você vai ter uma sexta-feira bem mais feliz!
E essa é uma das músicas da felicidade! especialmente ela foi tocada na festa de 15 anos da minha filha, foi a música que ela escolheu de entrada! E o sorriso dela brilhando no rosto sempre é uma das coisas que mais me emocionam!!! Te amo sempre Fran!!!, porque você sempre é mais você!!

Seja mais, seja você!

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Como as empresas enxergam você

Eu trabalhei por muitos anos com pesquisa de mercado e análise do consumidor, e achei que essa matéria traduz bem o que quer dizer Pesquisa de Mercado+Análise do consumidor = como as empresas enxergam você. Apesar da matéria ser de 2010, boa parte faz sentido até hoje.

“Conhecer o cliente é tudo no mundo dos negócios. É por isso que as companhias fazem pesquisas pra entender do que você gosta e precisa. Será que elas acertam? Veja como as empresas descrevem os brasileiros, de acordo com as regiões do país.

Sudeste

Obcecado com tempo
obcecado pelo tempo
Tempo é dinheiro nessa terra. As construtoras sabem disso – e estão dando um jeito de poupar minutos preciosos aos clientes (claro, pra vender mais). A Cyrela acredita que uma solução é juntar casa e trabalho no mesmo prédio. Já construiu dois empreendimentos assim em São Paulo, e nenhum no resto do país. A Tecnisa achou uma alternativa. De todos os prédios que construiu em São Paulo, 90% possuem um espaço para cuidados com bichinhos de estimação, o chamado pet care. Lá, os moradores podem tosar e dar banho nos animais sem ter de enfrentar trânsito.
Detalhista
detalhista
Comissários e aeromoças da companhia aérea Gol precisam de muita paciência quando trabalham na ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo. Nesses voos, os passageiros são bem mais exigentes do que em qualquer outra rota: perguntam sobre os nutrientes da refeição servida, torcem o nariz para marcas estranhas, evitam comida que tenha gordura trans. E ai da aeromoça se acabar o refrigerante light. “Os comissários já perceberam que os passageiros desses voos preferem bebidas com baixa caloria”, diz Murilo Barbosa, diretor de marketing da Gol. Dados da consultoria Nielsen confirmam essa observação dos comissários da Gol: as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro e São Paulo representam só 17% da população nacional, mas consomem 26% de todos os refrigerantes diet ou light do país.
Nervoso
nervoso
Na região mais rica do país, trabalha-se muito. E isso significa uma coisa: estresse. Por isso, o pessoal do Sudeste – e, principalmente, de São Paulo – tem fama de nervosinho entre as empresas. A cabeça quente pode ser um problema principalmente naquele que é o campo mais fértil de explosões de fúria: o atendimento ao cliente. Por isso, a construtora Tecnisa, que tem 45% de seu público na Grande São Paulo, se protegeu: contratou só atendentes com voz grave. “São nossas sussurradoras”, diz Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa. “Transformamos a voz em um critério a partir da nossa experiência com os clientes mais tensos, que eram de São Paulo”. Candidatos com voz estridente, do tipo que dá dor de cabeça em qualquer um, não passaram no processo seletivo.
Nordeste
Low-tech
lowtech
Gadgets não são muito a onda dos nordestinos – pelo menos é o que dizem empresas como a Consul. A fabricante de eletrodomésticos percebeu que tinha de retroceder na tecnologia – e não avançar – se quisesse bombar as vendas de micro-ondas no Nordeste. Em julho de 2008, a Consul lançou lá um modelo novinho com um antiquado botão giratório, daqueles que você gira para controlar o tempo de aquecimento da comida. Nada do touch screen tão desejado no Sul e no Sudeste. “Muita gente no Nordeste tem medo de usar um produto touch screen. Eles sentem que podem errar, preferem o modelo antigo”, diz Daniela. “Além disso, só 4% dos lares do Nordeste e do Norte têm micro-ondas. Muitos estão comprando seu primeiro aparelho, e ele precisa ser fácil de usar.”
Tradicionalista
tradicionalistas
Para algumas companhias, o Nordeste é um país dentro do país – ao menos culturalmente. A região tem muitos hábitos e tradições próprios. Em pesquisas sobre os costumes dos nordestinos, a Natura viu que o pessoal de lá recorria a um produto especial para se livrar de mau-olhado e atrair amores – o banho de cheiro, uma água incrementada com ervas, plantas e flores. Não deu outra: a empresa lançou sua própria linha de banhos de cheiro. Aconteceu o mesmo com a Perfetti van Melle, a fabricante do Mentos. Desde o fim de 2009, as lojas do Nordeste vendem Mentos sabor iogurte de coco (coco cremosinho, digamos) – sabor que a fabricante reservou para os nordestinos, já que coco é tradicional lá. Ah, e o slogan do produto – “Mentos surpreendente” – lá virou “Surpreendentemente arretado”.
Pobres
pobres
O Nordeste tem o PIB per capita mais baixo do país, quase 3 vezes menor do que o do Sudeste. Não à toa as empresas encaram os nordestinos como pobres. O sabão em pó Ala vem hoje numa embalagem plástica porque o seu fabricante, a Unilever, percebeu que máquina de lavar era luxo na região. Como muitas mulheres lavam roupa na beira do rio, caixas de papelão molham e se estragam rápido. Já a Perfetti van Melle aprendeu que bala tem de ser barata para vender no Nordeste. A empresa vende Mentos em embalagens com só uma bala, a um preço de até R$ 0,10. A versão está disponível no país todo, mas 85% do estoque é vendido no Nordeste. Por isso, o tubo com 11 balas também tem um preço mais baixo para os nordestinos, 27% mais barato do que para os outros brasileiros.
Sul
Bairrista
bairristas
Sabe aquela coisa que todo mundo diz de gaúcho? Não, não o questionamento sobre a sexualidade. Aquela história de que gaúcho só gosta do que é da sua terra. Pois parece que ela tem um fundo de verdade – e que se estende aos vizinhos sulistas. Na Região Sul, a compra de produtos vindos de outros estados acontece mais por necessidade. As classes A e B são as que mais consomem as marcas regionais no Sul, segundo pesquisa da consultoria Nielsen. No resto do país, as marcas regionais – que, na maioria, são mais baratas do que as nacionais – são compradas pelas classes C, D e E. Por isso, a AmBev promove a cerveja Polar Export, produzida no Rio Grande do Sul, com um marketing bem bairrista: a Polar não é vendida pela companhia em outros estados. Assim a cerveja fica como patrimônio exclusivo dos gaúchos, do jeito que eles gostam.
Europeus
europeu
Os sulistas parecem se aferrar a hábitos e preferências dos ascendentes europeus que se estabeleceram no Brasil. Na cozinha principalmente. E não só nos pratos – também nos móveis. É no Sul que a Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, mais vende sua linha de fogões e eletrodomésticos embutidos. “Esse tipo de produto é muito forte na Europa, por isso achamos que o sucesso no Sul está ligado à influência europeia”, diz Daniela Ciancaruso, gerente de marketing da Whirlpool. Já os produtores locais de comida e condimentos gostam de exibir suas relações com o Velho Continente. A mostarda catarinense Hemmer, por exemplo, lançou até uma versão forte e escura, bem ao gosto alemão.
Louco por churrasco
churrasco gaucho
Gaúchos e curitibanos fazem um churrasco por semana em casa, em média, segundo pesquisa da construtora Tecnisa (o dia preferido é o domingo). E para uma construtora esse é um dado importantíssimo. “Apartamentos sem churrasqueira não vendem no Sul”, diz Andrea Bellinazzi, gerente de inteligência de mercado da Cyrela. Ou seja: as construtoras sabem que a churrasqueira é tão importante quanto um banheiro ou um quarto na planta de uma casa. E que cada estado tem suas preferências – os curitibanos gostam de fazer churrasco na cozinha, os gaúchos preferem na varanda.
Norte e centro-oeste
Desconhecidos
desconhecidos
Apesar de ser a maior região do país, o Norte é uma área esnobada pelas empresas. É que tem tão pouca gente lá… só 7% da população total brasileira. Quando pesquisam os hábitos dos brasileiros, as companhias geralmente não se preocupam com o Norte – acabam juntando a região com outras, como o Centro-Oeste. Empresas como Tecnisa e Nielsen, por exemplo, que costumam mergulhar no estilo de vida dos brasileiros, ainda não têm pesquisas regulares na região.
Estáveis
df
Como sede do poder brasileiro, o Distrito Federal reúne muitos funcionários públicos. De todos os cargos no governo federal – geralmente os que oferecem os maiores salários -, 34% estão em Brasília. Para as empresas, isso significa uma coisa: consumidores que não precisam se preocupar com a possibilidade de perder o emprego. E que podem, por exemplo, fazer compras grandes em parcelas a perder de vista (afinal, a renda deles no futuro está garantida). Essa tranquilidade foi uma tábua de salvação para o setor de imóveis em 2008. A venda de casas e apartamentos no Distrito Federal cresceu 25% nesse ano, mesmo tendo caído em mercados importantes como o da cidade de São Paulo (que teve queda de 10% no número de novos imóveis vendidos).
Novos ricos
novo rico
Desde 2008, os moradores do Centro-Oeste têm a maior renda média do país (nenhuma fartura: R$ 1 261). É um sinal de que o padrão socioeconômico por lá vem crescendo. E de que os consumidores começam a procurar por marcas mais caras. “Essa ascensão social pode ser notada pela migração de consumidores para marcas mais sofisticadas”, diz Mario Ruggiero, diretor da empresa de pesquisas Nielsen. Na prática, isso significa que a população do Centro-Oeste tem substituído o desodorante spray por versões aerosol, mais caras. A venda de água em garrafinha cresceu 13% em 2008. O de vinho, 10%. Todos acima da média nacional.
Jeitinho brasileiro
jeitinho brasileiro
As empresas também acham que nós somos bem diferentes dos outros. Veja por quê
Sem TPM
TPM irrita as brasileiras, mas tem algo que as irrita mais: admitir que estão com TPM. “Cerca de 85% das brasileiras não gostam de dizer que o ciclo menstrual interfere em sua rotina”, diz Eduardo Aron, diretor de cuidados pessoais da Kimberly-Clark, fabricante de produtos como absorventes. Em países como a Argentina é diferente – elas querem ter o direito de fazer escândalo ou tirar folga nesses dias tão peculiares. Nas campanhas de marketing da empresa veiculadas no exterior, as mulheres aparecem sempre afetadas pela TPM – no Brasil não.
Endividado
Dos 200 países em que a Visa atua, só no Brasil e em outros 5 dá pra fazer compras em parcelas com os cartões. Nos EUA, por exemplo, não existe essa opção. “No Brasil, o parcelamento é uma forma de competir com o cheque pré-datado, algo típico daqui”, diz Percival Jatobá, diretor da Visa do Brasil. Mais de 30% das compras feitas com cartão da Visa aqui são divididas ao longo dos meses.
Xô, protetor
Só 12% das crianças brasileiras usam protetor solar diariamente. Em outros países, o número é bem mais alto – chega a 78% na Austrália. O jeito que a Kimberly achou para vender mais protetor foi criar um artifício: uma tatuagem adesiva de peixinho, que muda de cor quando o efeito do protetor solar acaba. Assim, as crianças saem da água pra mostrar à mãe que é hora de renovar a camada de proteção.
Vaidosos
Os homens brasileiros são um mercado e tanto para as empresas de cosméticos. Um total de 87% deles diz “sempre se preocupar com seu estilo” numa pesquisa feita pela consultoria Nielsen em 46 países – foram os primeiros da lista. A média global ficou em 47%. Isso se traduz em maior interesse em cosméticos. A Nívea já identificou que os brasileiros tendem a usar mais produtos para o rosto do que homens de outros países. Enquanto 30% dos daqui se dizem interessados nesses produtos, só 16% na Espanha e 12% na Austrália deram a mesma resposta.

Matéria da Super Interessante – por Luciana Barreto (2010)”

Seja mais, seja você!

Redução dos Posts

Para os que me acompanham, peço desculpas pela ausência dos posts, mas estamos migrando de plataforma e ficaremos menos presentes por alguns dias.

De toda forma, um post será feito (sim ou sim) antes da virada do mês: Numerologia de Abril! o que te espera!!!

Um abraço a todos!

Erika Zaunrith

Seja mais, seja você!

 

 

Excelente definição de Sucesso

Sucesso (1)
“Sucesso é poder trabalhar à beira da praia ouvindo o quebrar das ondas. Fracasso é viver preso à velha rotina de sempre. Sucesso é sair da plateia e não deixar que sua história passe diante de seus olhos, sendo apenas mero espectador. É escrever quantas vezes for preciso um novo capítulo. Fracasso é tentar fugir dos problemas e viver uma vida que não é sua. Sucesso é sonhar de olhos bem abertos, com pés nos chão e a cabeça nas nuvens. Fracasso é desistir de seus sonhos antes mesmo de tentar.”

Por Leonardo Posich

Uma carta para meu eu de 10 anos atrás

Se vc tem filhos, leia o post!

LEVE ESCRITA

Kamila,

Você não vai acreditar, mais eu vim do futuro para conversar contigo através dessa carta. Sim, pode parecer loucura, mas não é. Você não tem ideia de como as coisas mudaram de uns 10 anos pra cá. Na verdade, algumas coisas permaneceram iguais, como por exemplo a sua cara de biscoito Trakinas e sua mania imperdoável de fechar os olhos lentamente e por muito tempo na hora de conversar com alguém. Acredite em mim, o que te direi agora aconteceu de fato e mudou a sua vida completamente. Para melhor, vale ressaltar!

fundo 1 Mosaico – Fonte: Pinterest

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O primeiro quilômetro: “não há o que justifique um homem passar pelo que estou passando”.

Correr-2
“AI, QUE PREGUIÇA

O corpo humano é uma máquina desenhada para o movimento.

É dotado de dobradiças, músculos que formam alavancas capazes de deslocar o esqueleto em qualquer direção, ossos resistentes, ligamentos elásticos que amortecem choques, e sistemas de alta complexidade para mobilizar energia, consumir oxigênio e manter a temperatura interna constante.

Em seis milhões de anos, a seleção natural se encarregou de eliminar os portadores de características genéticas que dificultavam a movimentação necessária para ir atrás de alimentos, construir abrigos e fugir de predadores.

Se o corpo humano fosse projetado para os usos de hoje, para que pernas tão compridas e braços tão longos? Se é só para ir de um assento a outro, elas poderiam ter metade do comprimento. Se os braços servem apenas para alcançar o teclado do computador, para que antebraços? Seríamos anões de membros atrofiados, mas com um traseiro enorme, acolchoado, para nos dar conforto nas cadeiras.

A possibilidade de ganharmos a vida sem andar é aquisição dos últimos cinquenta anos. A disponibilidade de alimentos de qualidade acessíveis a grandes massas populacionais, mais recente ainda. A mesa farta e as comodidades em que viviam os nobres da antiguidade estão ao alcance da classe média, em condições de higiene bem superiores.

Para quem já morou em cavernas, a adaptação a um meio com vacinas, saneamento básico, antibióticos, alimentação rica em nutrientes e tecnologia para fazer chegar a nossas mãos tudo o que necessitamos, foi imediata. Em boa parte dos países a expectativa de vida atingiu 70 anos, privilégio de poucos no tempo de nossos avós.

Os efeitos adversos desse estilo de vida, no entanto, não demoraram para surgir: sedentarismo, obesidade, e seu cortejo nefasto: complicações cardiovasculares, diabetes, câncer, degenerações neurológicas, doenças reumáticas e muitas outras.

Se todos reconhecem que a atividade física faz bem para o organismo, por que ninguém se exercita com regularidade?

Por uma razão simples: descontadas as brincadeiras da infância, fase de aprendizado, nenhum animal desperdiça energia. Só o fazem atrás de alimento, sexo ou para escapar de predadores. Satisfeitas as três necessidades, permanecem em repouso até que uma delas volte a ser premente.

Vá ao zoológico. Você verá uma onça dando um pique para manter a forma? Um chimpanzé – com quem compartilhamos 99% de nossos genes – correndo para perder a barriga?

É tão difícil abandonar a vida sedentária, porque malbaratar energia vai contra a natureza humana. Os planos para andar, correr ou ir à academia naufragam no dia seguinte sob o peso dos seis milhões de anos de evolução, que desaba sobre nossos ombros.

Quando você ouvir alguém dizendo que pula da cama louco de disposição para o exercício, pode ter certeza: é mentira. Essa vontade pode nos visitar num sítio ou na praia com os amigos, na rotina diária jamais.

Digo por experiência própria. Há 20 anos corro maratonas, provas de 42 quilômetros que me obrigam a levantar às cinco e meia para treinar. Tenho tanta confiança na integridade de meu caráter, que fiz um trato comigo mesmo: ao acordar, só posso desistir de correr depois de vestir calção, camiseta e calçar o tênis.

Se me permitir tomar essa decisão deitado na cama, cada manhã terei uma desculpa. Não há limite para as justificativas que a preguiça é capaz inventar nessa hora.

Ao contrário do que os treinadores preconizam, não faço alongamento antes, já saio correndo, única maneira de resistir ao ímpeto de voltar para a cama. O primeiro quilômetro é dominado por um pensamento recorrente: “não há o que justifique um homem passar pelo que estou passando”.

Vencido esse martírio inicial, a corrida se torna suportável. Boa mesmo, só fica quando acaba. Nessa hora, a circulação inundada de endorfinas traz uma sensação de paz celestial, um barato igual ao de drogas que nunca experimentei.

Por isso, caro leitor, se você está à espera da chegada da disposição física para sair da vagabundagem em 2014, tire o cavalo da chuva: ela não virá. Praticar exercícios com regularidade exige disciplina militar, a mesma que você tem na hora de ir para o trabalho.

Ai, que preguiça.”

Por Drauzio Varella

Seja mais, seja você!

O primeiro quilômetro: “não há o que justifique um homem passar pelo que estou passando”.

Correr-2
“AI, QUE PREGUIÇA

O corpo humano é uma máquina desenhada para o movimento.

É dotado de dobradiças, músculos que formam alavancas capazes de deslocar o esqueleto em qualquer direção, ossos resistentes, ligamentos elásticos que amortecem choques, e sistemas de alta complexidade para mobilizar energia, consumir oxigênio e manter a temperatura interna constante.

Em seis milhões de anos, a seleção natural se encarregou de eliminar os portadores de características genéticas que dificultavam a movimentação necessária para ir atrás de alimentos, construir abrigos e fugir de predadores.

Se o corpo humano fosse projetado para os usos de hoje, para que pernas tão compridas e braços tão longos? Se é só para ir de um assento a outro, elas poderiam ter metade do comprimento. Se os braços servem apenas para alcançar o teclado do computador, para que antebraços? Seríamos anões de membros atrofiados, mas com um traseiro enorme, acolchoado, para nos dar conforto nas cadeiras.

A possibilidade de ganharmos a vida sem andar é aquisição dos últimos cinquenta anos. A disponibilidade de alimentos de qualidade acessíveis a grandes massas populacionais, mais recente ainda. A mesa farta e as comodidades em que viviam os nobres da antiguidade estão ao alcance da classe média, em condições de higiene bem superiores.

Para quem já morou em cavernas, a adaptação a um meio com vacinas, saneamento básico, antibióticos, alimentação rica em nutrientes e tecnologia para fazer chegar a nossas mãos tudo o que necessitamos, foi imediata. Em boa parte dos países a expectativa de vida atingiu 70 anos, privilégio de poucos no tempo de nossos avós.

Os efeitos adversos desse estilo de vida, no entanto, não demoraram para surgir: sedentarismo, obesidade, e seu cortejo nefasto: complicações cardiovasculares, diabetes, câncer, degenerações neurológicas, doenças reumáticas e muitas outras.

Se todos reconhecem que a atividade física faz bem para o organismo, por que ninguém se exercita com regularidade?

Por uma razão simples: descontadas as brincadeiras da infância, fase de aprendizado, nenhum animal desperdiça energia. Só o fazem atrás de alimento, sexo ou para escapar de predadores. Satisfeitas as três necessidades, permanecem em repouso até que uma delas volte a ser premente.

Vá ao zoológico. Você verá uma onça dando um pique para manter a forma? Um chimpanzé – com quem compartilhamos 99% de nossos genes – correndo para perder a barriga?

É tão difícil abandonar a vida sedentária, porque malbaratar energia vai contra a natureza humana. Os planos para andar, correr ou ir à academia naufragam no dia seguinte sob o peso dos seis milhões de anos de evolução, que desaba sobre nossos ombros.

Quando você ouvir alguém dizendo que pula da cama louco de disposição para o exercício, pode ter certeza: é mentira. Essa vontade pode nos visitar num sítio ou na praia com os amigos, na rotina diária jamais.

Digo por experiência própria. Há 20 anos corro maratonas, provas de 42 quilômetros que me obrigam a levantar às cinco e meia para treinar. Tenho tanta confiança na integridade de meu caráter, que fiz um trato comigo mesmo: ao acordar, só posso desistir de correr depois de vestir calção, camiseta e calçar o tênis.

Se me permitir tomar essa decisão deitado na cama, cada manhã terei uma desculpa. Não há limite para as justificativas que a preguiça é capaz inventar nessa hora.

Ao contrário do que os treinadores preconizam, não faço alongamento antes, já saio correndo, única maneira de resistir ao ímpeto de voltar para a cama. O primeiro quilômetro é dominado por um pensamento recorrente: “não há o que justifique um homem passar pelo que estou passando”.

Vencido esse martírio inicial, a corrida se torna suportável. Boa mesmo, só fica quando acaba. Nessa hora, a circulação inundada de endorfinas traz uma sensação de paz celestial, um barato igual ao de drogas que nunca experimentei.

Por isso, caro leitor, se você está à espera da chegada da disposição física para sair da vagabundagem em 2014, tire o cavalo da chuva: ela não virá. Praticar exercícios com regularidade exige disciplina militar, a mesma que você tem na hora de ir para o trabalho.

Ai, que preguiça.”

Por Drauzio Varella

Seja mais, seja você!

Que tal passar um mês usando apenas seis peças de roupa?

“Usar apenas 6 peças de roupa durante um mês pode ser um sacrifício, mas também pode mudar a forma como você consome. Saiba mais sobre esse desafio: 

Você teria inspiração suficiente para usar as mesmas seis peças de roupa durante um mês inteiro?
Foto: Richard Velloso

Apesar de indispensáveis, as roupas podem ser economizadas. Prova disso é o projeto “Six Items or Less” (Seis peças ou menos), iniciado pela publicitária nova-iorquina Heidi Hackemer e sua amiga londrina Tamsin Davies.

Em um papo filosófico sobre a energia gasta diariamente na escolha das roupas, as duas resolveram fazer uma brincadeira, quase uma aposta: ficar um mês usando apenas seis peças. Outras pessoas gostaram de ideia, juntaram-se a elas, e de repente um monte de gente estava participando. Foram mais de 100 pessoas espalhadas pelo mundo dispostas a fazer o teste. O motivo principal dos participantes acabou sendo o anticonsumismo, mas muitas outras questões acabaram sendo levantadas.

“Será que a pessoa fica com a criatividade mais livre quando não se preocupa com o que está vestindo?”, divaga Heidi. “Preferimos não escolher uma bandeira para levantar. Mas minhas atitudes com relação ao uso e à compra de roupas mudaram muito com essa experiência”, diz ela.

A primeira experiência fez tanto sucesso que outras já estão programadas. Pelo site, os participantes registram suas experiências e aprendem com os outros: sixitemsorless.com.”

Fonte: Revista Bem Simples – Set 2010.”

Esse desafio não está mais em vigor no site proposto e nem na página do Facebook, mas independente disso, a ideia continua sendo legal e divertida.

Menos pode ser mais, desde que você abra mão da quantidade de opções que você se impõe em ter na sua frente (ou melhor, no guarda-roupas), até porque, no fundo no fundo, você usa quase sempre as mesmas. Pense nisso e se coloque um desafio desses.

Pratique: desapego e criatividade com essa ação.

Seja mais, seja você!

 

Things to remember: Um caderno para anotar seus bons momentos!

ImagemMuitas pessoas gostam de fazer listas, marcar objetivos, seguir regras, dentre outras formas de buscar a disciplina para atingir algo.
A ideia de um caderno desses é justamente marcar o que já se completou e anotar os acontecimentos marcantes que te fizeram feliz. Talvez até escrever um pouco sobre como você fez para conseguir, os passos que teve que dar, colocando o que foi difícil e como você superou e/ou se superou para chegar “lá”.

É importante traçar objetivos, mas celebrar as vitórias também. Não deixa de ser uma forma de trabalhar a auto-estima. Ninguém precisa se envergonhar dos seus “feitos”. O importante é não ser arrogante. A humildade e distribuição de méritos sempre faz bem, para quem te ajudou também se sentir valorizado além da simples prática da ação que é correta.

Seja você o exemplo!

Seja mais, seja você! 

Viajar é bom, mas o excesso de voôs prejudica a saúde. Veja porque…

Como sua saúde é afetada quando você viaja de avião

 Imagem
A baixíssima umidade do ar do avião pode secar suas vias respiratórias e a camada de muco protetora de suas narinas. Sem essa barreira, os germes têm mais facilidade de infectar as células do corpo. Seus melhores mecanismos de defesa são manter os dedos distantes dos olhos e do nariz e lavar a mão com frequência.

Tem de usar o banheiro? Lembre-se do norovírus, um dos principais agentes de intoxicação alimentar, que vive em banheiros, torneiras e maçanetas e até mesmo em bandejas. Para evitar vômito e diarreia, desinfete as mãos com álcool em gel após tocar uma superfície suspeita.

Sangue

A baixa pressão atmosférica da aeronave e sua própria inatividade física podem desferir um golpe duplo na diminuição da circulação sanguínea, abrindo a porta para a trombose venosa profunda – quando o sangue coagula e entope as veias. Mulheres que tomam anticoncepcional ou têm a doença no histórico familiar devem ficar atentas e se alongar ou caminhar por alguns minutos a cada hora.

Ouvido

Você pode sentir enjoo no estômago, mas o mal-estar começa de verdade em seus ouvidos. O centro de equilíbrio do organismo se desorienta quando há turbulência ou quando o que você vê (os bancos imóveis) não coincide com o que você sente (movimento do voo). Sua melhor prevenção é reservar um assento sobre as asas, o local mais estável do avião.

Células

Os gases da atmosfera terrestre se dissipam acima de 30 mil pés, de modo que quem voa recebe níveis elevados de radiação cósmica. Para ter uma ideia, três voos mensais de Florianópolis a Manaus expõem você a uma radiação equivalente à de três radiografias de tórax. O excesso de exposição causa alterações celulares e é preocupante somente para os tripulantes do voo – especialmente as grávidas – e viajantes assíduos.

Sono

Se você trocar de fuso horário rapidamente, bagunçará o ritmo circadiano – período de 24 horas no qual se baseia o ciclo biológico. Resultado: jet lag. A luz solar é fundamental para ajudar o cérebro e o corpo a se ajustar. Se você viajar para o leste, evite a luz da manhã e tente pegar um sol na parte da tarde. Caso rume a oeste, tome o máximo de sol que conseguir antes de anoitecer.

Matéria: Mdmulher – publicada em Set/13

Seja mais, seja você!
 

Vídeo

Paradigma: como nasce um ?

Quem questiona demais pode até ser chato, mas faz o grupo pensar e entender o porque as “coisas” são como são.
Quando uma empresa externa é contratada para fazer uma re-organização, re-estruturação, re-etcetera, eles também conseguem fazer justamente o que o macaco “novo” fez. Eles quebram os paradigmas daqueles que fazem o que fazem sem saber o porque, afinal já era feito assim antes.
O mesmo acontece num relacionamento novo, você entra com seus velhos hábitos, e seu novo companheiro(a) te questiona e te faz ver o mundo e seus hábitos com outros olhos.
O novo vem para ensinar!, mesmo inexperiente ou de fora, tem seu lado importante para incrementar o grupo.
Seja mais, seja você!