Porque não consigo te esquecer?

te esquecer

Numa cena de filme, tipo água com açúcar, a protagonista perguntava para seu par romântico: porque não consigo te esquecer se você não merece nem mais um segundo do meu pensamento?

Trazendo para a vida real, fico pensando que esse fato é comum no universo sentimental. Muitas pessoas não conseguem virar a página tão facilmente. Usando a razão, ela tem a convicção que já está na hora de esquecer,  que ele não merece, que ele nem é tudo isso, etc…. Mas porque diabos, apesar de todos os defeitos, os desencontros, as raivas, os rancores, as mágoas e até a aparência física (antes tão bonito(a) e agora tão comum…) ela continua presa e querendo continuar apaixonada?

Minha conclusão é que essa pessoa está buscando ela mesma… só que no estado apaixonada. Ela não quer a outra pessoa perto dela porque ela/ele é incrível, inteligente, bonito e sedutor… Nesse caso, o/a outro(a) é apenas a sua ferramenta para sentir todas as sensações boas que uma paixão permite. É como se o/a outro(a) fosse o botão de despertar sentimentos viciantes de alegria, ansiedade, animação, sensualidade, felicidade, dentre outros. E sem ter o/a outro(a), ela fica sem a oportunidade de “se” acessar nessas sensações prazerosas. 

Teoricamente é o que acontece com qualquer vício, o objeto desejado é o instrumento de se “ativar” para realização física e emocional. Por isso, muitas vezes e dependendo do grau, para abandonar o vício é preciso de apoio psicológico. Não adianta não ter cigarro na bolsa… a falta dele continua existindo e chega a ser física.

Acho que por isso é importante se conhecer, para poder entender suas próprias reações e localizar “substitutos” para geração das emoções viciantes, para então conseguir se livrar do vício de gostar de alguém que você deveria esquecer.

Num caso desses, algumas amarras ainda ficam e precisam ser cortadas, tais como objetos que remetem ao ser querido, lugares que trazem memórias à tona, situações que favorecem recordações e assim por diante. E no paralelo, fortalecer  o “botão substituto”, qualquer que seja ele, preferencialmente alguém ou algo de maior qualidade e garantia de conexão mais duradoura.

Não sei se te ajudei a pensar sob outro ponto de vista… mas tentei!

Seja mais, seja você!

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Amor: seja doce, seja você!

Amor: seja doce, seja você!

O amor não é único e exclusivo. É um sentimento que quanto mais sentimos, maior o poder de sentir mais e novamente.
Lembro que depois de ter minha primeira filha, falei para uma amiga: “não sei se vou ter outro filho, porque não consigo dividir o amor que tenho pela Fran.” E ela, muito sabiamente me falou: “nós não dividimos amiga, expandimos o poder de amar.”
E é assim sempre! Com filhos, com família, com amigos e com amores. São todos diferentes um dos outros, porque não se ama igualmente, na mesma intensidade e da mesma forma.

Uns amamos declaradamente, não conseguimos ficar um dia sem falar, estar junto, contar algo, dar um beijo. Outros amamos mais timidamente, nos vemos de vez em quando, falamos sempre que podemos, mas ainda assim é amor.
E você pode perceber, quanto mais as pessoas amam, mais doces elas são. O inverso também é verdadeiro, as pessoas são amargas nas proporções da falta de amor que sentem. Dai vem aquela frase que falamos num momento de raiva: “Sua mal-amada!”
Nunca se deve evitar o sentimento, ele precisa existir sempre e ser cultivado para crescer e contagiar o mundo que te rodeia. O ser humano não é nada sem o amor, ele vira uma planta. Então, minha dica é, ame, cada vez mais: mais pessoas e mais intensamente!
Seja doce, seja você!

Casamento de hoje e o de ontem

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Casamento: Essa relação tão sonhada e amada principalmente por nós mulheres passa por muitas fases, isso quando ela dura!

Sim porque hoje em dia os casamentos são feitos para ter a festa, fazer a lua de mel e depois, até quando for confortável. Ninguém mais quer aguentar “desaforos”. As mulheres estão independentes e não querem assumir a dupla jornada e os homens querem manter sua liberdade de solteiros intacta (mesmo garantindo a fidelidade). Com essa mentalidade cada um vive sua vida, morando na mesma casa, até que um dia, um olha para o outro e estranha a pessoa que está na sua frente. Porque não gerou afinidade e o encanto foi se acabando, evaporou! A partir dai, começam os pequenos desentendimentos e a conclusão logo vem: se é para estar sozinha o tempo todo, melhor separar. Esse é um retrato comum de uma geração que casa para ter a experiência do casamento, como outras da vida, mas não para “criar e construir” um relacionamento de uma vida. 

Já alguns outros casamentos, são feitos para durar muito tempo… o casal encontra uma forma de se comunicar e se respeitar que ajuda para resolver todas as “picuinhas” que surgem. Muitas vezes um problema maior que aconteça (uma morte, doença ou mesmo traição) ajudam no amadurecimento dos dois. Numa hora mais difícil, a busca pelo companheiro(a) e o encontro do aconchego num momento de tristeza, faz uma marca grande para continuarem juntos, enfrentando as dificuldades do dia a dia.

Eu acredito que o maior problema de um casal é o afastamento. Entendo que existe um fio invisível que liga um ao outro, que pode ser interrompido quando termina a intimidade entre os dois. E quando a intimidade acaba, a conexão, o elo, fica frágil ou mesmo se quebra, fazendo os dois virarem “estranhos”. 

A recuperação do casal quando o elo quebra, é trabalhosa. Porque em tese, são outras pessoas que estão ali. Já são estranhos um para o outro e é preciso “re-conhecer” um ao outro e reconquistar esquecendo os velhos problemas e trazendo uma nova forma de se relacionar. A paciência e a dedicação se fazem necessárias, mas recheada de vontade! senão não funciona. Mas se vale a pena, tem que investir!

Seja mais, seja você!