Things to remember: Um caderno para anotar seus bons momentos!

ImagemMuitas pessoas gostam de fazer listas, marcar objetivos, seguir regras, dentre outras formas de buscar a disciplina para atingir algo.
A ideia de um caderno desses é justamente marcar o que já se completou e anotar os acontecimentos marcantes que te fizeram feliz. Talvez até escrever um pouco sobre como você fez para conseguir, os passos que teve que dar, colocando o que foi difícil e como você superou e/ou se superou para chegar “lá”.

É importante traçar objetivos, mas celebrar as vitórias também. Não deixa de ser uma forma de trabalhar a auto-estima. Ninguém precisa se envergonhar dos seus “feitos”. O importante é não ser arrogante. A humildade e distribuição de méritos sempre faz bem, para quem te ajudou também se sentir valorizado além da simples prática da ação que é correta.

Seja você o exemplo!

Seja mais, seja você! 

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A dois, pró-atividade demais é um erro!

ImagemDiferente do ambiente profissional, onde a pró-atividade é vista como uma qualidade e rende frutos, num relacionamento, geralmente é um excesso. É fácil: se você faz tudo, o outro não faz nada e se o relacionamento é como uma construção, cada um deve colocar um tijolo e juntos decidirem quais cômodos, portas e janelas essa casa deve ter. Ao contrário, se você constrói sozinho, a casa é só sua, feita do seu jeito, com sua forma de ver e entender a casa, não necessariamente seu parceiro vai gostar dela. Ao terminar a construção, a casa não vai acolher tão bem o outro, porque foi feita apenas por você. E para se sentir bem dentro dela, é preciso ter identidade e afinidade, que se consegue quando a obra é feita em conjunto.

A grande dificuldade é que quem é pró-ativo por natureza não consegue ser assim apenas no trabalho e leva essa característica para casa também. A impaciência anda junto com a pró-atividade, exigindo um comportamento da outra pessoa num timing diferente do seu. É preciso dar espaço e tempo para o outro, mesmo que isso exija um esforço grande do pró-ativo. Para isso, é preciso aprender a respeitar que somos diferentes uns dos outros e que não existe o certo e o errado, existem apenas as diferenças.

Um outro problema nasce desse comportamento, ao fazer tudo sozinho, o pró-ativo faz o outro se sentir vazio e inútil. Porque quando o parceiro começa a pensar em fazer algo, o pró-ativo já fez. Isso o torna inútil. Nada pior para a auto-estima do que a sensação da inutilidade. É comum o relacionamento acabar ou dar espaço para uma terceira pessoa nesse tipo de casal, porque ambos estão insatisfeitos. O pró-ativo busca alguém à altura, que o supere nas ações, que seja mais do que ele. Já o outro, quando encontra alguém que o admira por sua natureza, respeitando seu tempo de agir, deixando que ele faça algo sem que seja pressionado, volta a se sentir bem e encontra finalmente alguém para construir algo juntos.

Concordo que não é simples “brecar” um pró-ativo, mas talvez essa seja a única saída para que o relacionamento funcione. Afinal, é uma obra sendo construída e cada um deve colaborar em média com 50%. O que pode ser feito, é um construir a sala e outro o banheiro. Então transportando para o casal no dia a dia, cada um fica responsável por um assunto dentro de casa. Um lidera a vida social, o outro a do casal. Um faz supermercado, o outro guarda as compras. Um faz o jantar, o outro lava a louça. Dessa forma, ambos têm chance de mostrar o seu potencial e ser valorizado pelo que fez!

A vida a dois é feita de admiração, pelos pequenos atos que o outro faz. Por isso falamos: adoro quando você faz aquela receita para mim, ou, que bom que você nunca esquece de comprar o vinho que eu gosto. E assim por diante…