Zona de conforto

ImagemImagemImagem

 

Imagina que você encontre um amigo seu de escola depois de uns 20 anos sem contato. Quando vocês se vêem ele continua morando no mesmo lugar, trabalhando na mesma empresa, no mesmo cargo, com as mesmas opiniões sobre a vida e com os mesmos hábitos sociais do passado. Você diria que ele evoluiu? 

Eu diria que ele vive na zona de conforto. Criou um mundo que o mantém “protegido” de qualquer mudança (para o bem e para o mal). Por que nesse “espaço” é gostoso estar, de onde não queremos sair por várias razões: temos segurança, não somos ameaçados, não sentimos dor, fome, cansaço, não precisamos fazer esforços, pensar ou agir diferente, dentre vários outros… 

Pode ser definido também como zona parada, pois nela tudo fica como está. E nessa lógica, o desafio começa a partir do final da zona de conforto. Nem todo mundo gosta de sair dessa redoma, não são acostumados a se arriscar ou mesmo a se esforçar para promover uma mudança. Só que a mudança é a mola dos aprendizados, sem mudar, nada se aprende. Fazer o mesmo todos os dias emburrece o ser humano. Tudo ao nosso redor muda o tempo todo, a própria natureza se recicla ao longo do ano. O mesmo deveria ser com as pessoas, se renovar para continuar a crescer. Seja pessoalmente ou profissionalmente. 

Mudar é preciso, é importante e nos faz encontrar pessoas e lugares diferentes, justamente por isso nos faz conhecer novas realidades, amplia o horizonte e nos permite reavaliar os nossos conceitos sobre a vida e reafirmar nossas opiniões ou mesmo redefinir nossos conceitos. 

A vida é única e tem potencial para ser maior do que vivemos regularmente, mas para sair do básico, temos que avançar um passo fora da zona de conforto, porque ela nos aprisiona ao mesmo tempo que protege. Pense nisso! e dê hoje um passo fora dela para experimentar o novo, se não der certo, volte para o conforte e tente mais tarde de novo. Só assim você vai se renovar.

Seja mais, seja você!

 

 

Perfil do Walter White

Perfil do Walter White

Terminei de assistir ao seriado Breaking Bad e não resisti em fazer uma análise do personagem principal, o Walter White. Era um homem comum, simples e mais que isso, simplório.
No seriado, de um professor – kind of looser – que ama a química mas não consegue contaminar seus alunos no seu entusiasmo, se torna um temido criminoso procurado por todo país.
Na vida familiar pouco lidera, seu cunhado é aclamado nas lutas contra o narcotráfico e está sempre envolvido nas buscas de grandes criminosos.
Num belo dia, Walter White se vê diante de uma nova verdade – o cancêr, que dá um impulso de “vida” e o faz mudar suas atitudes. Passa a enfrentar a doença e se desafiar para conseguir mais e mais em nome da família.
Ou seja, foi preciso a morte bater na sua porta para ele acordar e rever suas atitudes.
Começo então a entender que as vezes, nos calamos e abafamos muitas vontades em nome dos bons costumes, respeito, família, amigos, tradições, quando na verdade, alguns deles podem não nos servir, mas ainda assim continuamos seguindo por comodismo ou falta de energia para enfrentar as mudanças.
Muitas vezes, estamos definitivamente jogando uma vida fora, deixando de nos respeitar para seguir os passos de outras vidas.
Mas um dia o preço vem, e somos arremessados numa parede para enfrentar as nossas verdades individuais e tudo que deixamos de fazer por nós para fazer por outros ou pior, outras causas que não as nossas.
Acredito que muitas vidas e relacionamentos são desfeitos por conta da falta de respeito que temos como nossos princípios individuais, porque temos preguiça de brigar por eles. Mas quando a conta chega, pode ser cara demais ! e acabamos lavando pratos…
Aqui, mais uma vez digo: Seja mais, seja você!