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Ter filhos é uma “droga” – por Gustavo Mini do blog Conector

Ter filhos é uma “droga” – por Gustavo Mini do blog Conector

Li esse post e achei bem legal como ele conta do vício e efeitos que os filhos fazem nos pais. Alguns são bem como ele descreve, outros mais leves. Acho que o ideal é que tenhamos um pouco de equilíbrio para não ficar tão viciado e manter a vida com outras “drogas” também, porque afinal, somos feitos e formados para ter vários interesses e não um só. Ter um só, emburrece e aliena, não importa se é “filho” – pensar e viver apenas por uma razão é muito pouco! 

Para os mais ortodoxos: tenho 2 filhos, amo acima de qualquer outra pessoa, mas entendo que eles precisam de mim por inteira – o que quer dizer ser eu mesma com todos os meus interesses. Não vivo para eles, vivo COM eles. Quero que eles sejam inteiros mesmo que eu não esteja mais ao lado deles – o que fatalmente vai acontecer um dia. Desejo que sejam pessoas independentes e saibam fazer suas escolhas plenas, sem precisar do meu aval para cada passo dado. Prefiro que tenham sua própria consciencia e iniciativa e não que deem um passo apenas se eu acenar que sim com a cabeça. 

Filhos são seres humanos nos dados por Deus para que cuidemos até quando precisarem, para ensinarmos valores e darmos condições para serem pessoas integras. Eles não são nosso apoio para frustrações, nossa valvula de escape do casamento, da vida profissional ou da vida social. São parceiros de vida, companheiros da rota, que além de ensinarmos, também nos ensinam. Vieram para nos complementar – nos fazer aprender a dar mas também a receber. 

São eles que nos fazem melhores, e nossa tarefa é apenas dirigí-los para o bem – o bem deles não o nosso. 

Seja mais, seja você!

Síndrome do ninho vazio

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Toda família conhece a história. Os filhos crescem e em determinada idade deixam a casa dos pais para construir uma vida independente. Na casa que antes era cheia de vozes, o silêncio passa a reinar. Não tem como evitar, este é o ciclo da vida. É comum o casal ter muita dificuldade para lidar com essa mudança, e é nesse momento que surge, o que chamamos de “Síndrome do Ninho Vazio”.

Ela se caracteriza pelo sentimento de solidão, vazio, tristeza, irritação e depressão que muitos pais sentem com essa nova fase da vida. Embora muitos pais sejam também afetados, é uma fase complicada principalmente para as mulheres que passaram toda a sua vida dedicando-se exclusivamente aos filhos. Quando eles vão embora, elas perdem o chão, sentem um enorme vazio, e não conseguem lidar com esse ritual de passagem. Esse sofrimento, às vezes devastador, acaba ganhando proporções prejudiciais à vida, quando não se consegue lidar com essa perda. A saudade pode virar angústia, crises de ansiedade e podem surgir sintomas ou adoecimento.

Há ainda um agravante para as mulheres já maduras: a menopausa. O período do climatério, culminando com a menopausa, afeta muito a mulher. As mudanças hormonais aumentam a suscetibilidade às oscilações de humor, à depressão e outros sintomas. Sua autoestima diminui e sente-se muito fragilizada emocionalmente. Nesse momento, ela precisará muito da compreensão do marido e também dos filhos. Que eles entendam que não é questão de egoísmo ou excesso de amor, é que realmente um ciclo significativo da própria vida, cheio de realizações e boas lembranças está se encerrando, e surge o medo do vácuo.

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Se tanto a mãe quanto o pai se sentem realizados profissionalmente, e não estruturaram suas vidas apenas em torno dos filhos, fica muito mais fácil lidar com essa nova etapa da vida. Assim, podem enriquecer suas vidas, usufruindo da maior liberdade com passeios, viagens, cursos, danças, hobbies, ampliar a vida social, ter atividades físicas… , fazer tudo aquilo que lhes dão prazer.
Um ponto de vital importância nessa nova situação é a constatação da significativa influência e mudança na vida conjugal. Muitos conflitos aparecem quando os cônjuges só se dedicaram aos filhos e não ficaram atentos às necessidades do parceiro (a), não cultivaram a relação a dois durante toda a vida.

Com o ninho vazio, os problemas que antes estavam adormecidos, aparecem, os dois ficam muito mais expostos um para o outro. Se o casal não estiver preparado, o relacionamento complica e pode até acabar. É muito importante que cada um procure se sentir bem consigo mesmo e reconhecer seu próprio valor, antes de qualquer coisa, para depois lutar pelo relacionamento.

Faz-se necessário um resgate, investir de verdade cuidando da relação, reconstruindo a parceria e a cumplicidade. Precisa haver paciência, compreensão, apoio, companheirismo e afeto de um para o outro. Enxergar que é uma boa hora para reaquecer o relacionamento e que ambos podem se alimentar dessa troca de amor e carinho.

Texto de Solange Quintaniha
Psicóloga Médico-Hospitalar, Psicanalista e Psicóloga Motivacional. Especialista na Terceira Idade e em Tabagismo. Palestrante de Temas Existenciais e Autoajuda.
Contatos: (21) 8179-99-99
E-mail:solangepsi8@gmail.com

 

Nota

Ser filha também é difícil!

franFrancine é minha filha querida! Hoje conversando, ela me disse: Mãe, entendo que ser mãe é difícil, você se preocupa, quer saber onde estou, com quem ando, se envolver nas minhas decisões  e etc… mas ser filha também não é fácil, principalmente se for filha única. Porque eu preciso viver minha vida, fazendo as minhas escolhas, mas também preciso atender as expectativas de todo mundo, de você, do meu pai e dos meus avós, que não necessariamente são as minhas. Então fico dividida o tempo todo, não quero desapontar vocês, mas também quero viver a minha vida como acho melhor.

E sou obrigada a concordar com ela… Deve ser difícil driblar os pais para conseguir provar que nem tudo que pensamos ser o bom para ela, vai realmente ser. O modo com que eu quero que ela seja feliz pode não ser o que vai fazê-la feliz, aliás, acho difícil ela conseguir ser feliz se seguir o que eu penso. Ela é muito diferente de mim…

Portanto temos que encontrar um meio termo, chegar a um acordo em que, nas grandes decisões, ela nos envolva para podermos prepará-la ou mesmo ela nos preparar. Um exemplo disso é um desejo antigo dela: morar sozinha. Na verdade dividir um apartamento com uma amiga. Para isso, o primeiro passo é fazer as contas e ver se o salário sustenta a decisão. Depois encontrar um lugar que seja adequado e por fim encarar o dia a dia sem papai e mamãe.

Apesar de ter só 19 anos, vejo que a grande necessidade dela é ser independente e adiantar as dificuldades para amadurecer mais rápido e se sentir dona das suas decisões. Não entendo o por que dessa vontade, talvez sejamos sufocantes demais (apesar da educação mais liberal que tento dar). De toda forma, sou obrigada a admirar essa capacidade dela em se libertar do conforto e buscar uma vida mais simples porém sem abrir mão do valor primordial dela: liberdade.

Normalmente é o contrário, os filhos (principalmente do sexo masculino) querem cada vez mais ficar no conforto da casa dos pais. Muitos nem casam porque não querem abrir mão da comida, cama feita e roupa lavada – “sem ter que dar explicações sobre onde foi e que horas vai chegar”. Difícil encontrar mulher hoje que os faça trocar a casa dos pais por uma casa nova e mais, responsabilidades (mas esse tema das responsabilidades fica para outro post).

Enfim, se ser mãe é difícil, ser filha também é! Concordo com você filha! mas me orgulho da sua busca por responsabilidade e para querer provar para nós que você vai ser feliz vivendo do seu jeitinho!

Seja mais Fran, seja você!

Sou uma boa mãe?

 

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Pergunta que nunca cala na cabeça das mães! A verdade é que somos preparadas desde criança para a tarefa, já que desde cedo ganhamos as bonecas e delas cuidamos como nossas filhas. Só que não… Na infância, criamos os seres inanimados, damos papinha, banho, trocamos de roupa, ninamos e colocamos para dormir. Só que nessa brincadeira nossos filhos são uns santos, não choram, não fazem birra, sempre comem o que oferecemos, não assam, dormem na hora que escolhemos e ficam no armário ou prateleira dias seguidos sem dar um pio quando simplesmente os esquecemos lá e nos envolvemos com outras brincadeiras.

Já na vida real, tudo muda. Nos deparamos com filhos e não as bonecas. Eles tem suas próprias vontades, algumas vezes parecidas com as nossas e outras vezes completamente diferentes das nossas. Com essas diferenças, nos perdemos e não sabemos lidar. E então nasce a insegurança sobre estar ou não fazendo o que é certo.

Fora “o não saber direito o que e como fazer”, tem o peso da responsabilidade que de um dia para outro cai nas nossas mãos. Um ser vivo para ser cuidado, com toda fragilidade possível. Um cristal, que brilha tanto aos nossos olhos, que o medo de não fazer certo nos ofusca, impõe a miopia e as vezes até uma cegueira, tudo na tentativa de fazer o melhor.

Se o filho passa por uma gestação de nove meses, protegido nas águas da placenta, alimentado pelo drive-thru das veias e acariciado sob o manto protetor da nossa pele, nós as mães não… Nascemos sem gestação! Não existe cursos, aulas preparatórias e nem conselhos e ensinamentos que nos deixe preparadas para a vida de ser mãe.

Quando nossos pequenos nascem, não nasce uma mãe junto… somos nós mesmas, com os aprendizados da vida até aquele momento. Estamos ali, tudo igual, menos a barriga, que está menor, mas o filho transferido para o colo. É um momento de muita alegria mas também de um certo desespero… e agora !?

Nessa hora, mudamos de figura, de personagem e de vida. Somos mãe em primeiro lugar, depois somos os demais papéis da nossa vida. Seguimos a vida com a prioridade bem clara, nossos filhos, cuidar deles da melhor forma.

Bom, essa “melhor forma” é totalmente individual, e de novo, não existe o certo e o errado. Cada mãe é única, e o mesmo para seus filhos. Nunca, em tempo algum, foi possível garantir que uma mesma educação serve para todos os filhos.

Nesse ponto é que vemos algumas mães se complicarem. Porque de tanto medo e vontade de acertar, cometem erros de super-proteger seus filhos. Entendo que alguns exageros começam a ser cometidos baseados na criança interior que cada um de nós temos. O que te fez falta na infância, talvez você vá tentar dar ao seu filho, o que certamente é explicável, porém na realidade, isso tudo também vai ser demais e errado. Se você não teve todos os brinquedos que quis, pode querer sufocar seu filho com todos os brinquedos que ele quer ter. E assim você “cura” sua criança interior, mas “estraga” seu filho. Se você não pode estudar na melhor escola, vai colocar seu filho na super-hiper-the best da cidade, sem antes pensar se essa escolha faz sentido em todos os pontos (valores, distância, grupo de amigos, dentre outros).

Não estou dizendo que não devemos dar o melhor, mas sim se é o melhor do bom senso e não o melhor para a nossa criança interior. É preciso saber separar bem se estamos “usando” nosso filho para curar nossas carências ou para cria-lo para o mundo.

Para saber se acertamos… (se é que é possível saber ou acertar) eu sempre uso aquela máxima (texto extraído de um post no fb): “A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.”

Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o
conforto nas horas difíceis. Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres. Esse é o
maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.”
“Dê a quem você Ama :
– Asas para voar…
– Raízes para voltar…
– Motivos para ficar… ” – Dalai Lama”

 

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É triste, mas acontece…

É triste, mas acontece...

Sempre reparo à minha volta em como os casais se relacionam, seja no restaurante, numa festa, no supermercado, enfim, em lugares comuns e vejo que muitos deles mal se falam, ou falam o necessário! “já pediu?, pega a margarina, vou ali falar com o fulano de tal e já volto…” são apenas trocas de informação, mensagens, para não sair de perto sem avisar nada. E aí, o que aconteceu com essas pessoas que se escolheram para companhia? Deu errado? deixaram de se amar? acho que não. Acredito que seja simplesmente o fato da natureza humana acomodada deixar que as “coisas” aconteçam naturalmente, que ele/ela faça algo diferente, que uma mágica aconteça do nada, que ele/ela despertem como uma nova pessoa no outro dia e assim por diante. Mas num relacionamento as coisas não funcionam assim. Tem que ser construído dia a dia, não tem atalho e muito menos milagre. O que tem é estímulo e atenção ao outro, o que é cada vez mais difícil porque sempre priorizamos outros afazeres em detrimento do nosso marido/esposa.
A situação piora, e muito, quando temos os filhos, porque de uma hora para outra, as mães assumem mais um papel e encontram outra muleta para se apoiar e dizer que não tem mais tempo. Digo as mães porque no geral, são elas que assumem mais o papel de mãe e ainda tentam acumular o do pai. Ao invés de dividir os filhos, monopolizam e deixam os pais na “marginal” da educação e acompanhamento das tarefas diárias. (mas esse tema vou falar em outro post, porque tem muito assunto para aprofundar).
Mas o que quero sinalizar é realmente o quanto nos dedicamos para manter vivo o relacionamento que temos com marido/esposa? Eu me lembro que quando eu era adolescente, sempre lia nas revistas (tipo Nova) sobre a importância do diálogo e as DRs para amadurecer o relacionamento, e pensava que era algo tão simples e básico para se fazer, que nunca deveria ser matéria de revista, principalmente de capa. Mas na verdade, é simples quando não estamos emocionalmente envolvidos, mas no dia a dia a gente se perde e deixa de aplicar conceitos básicos que podem movimentar nosso relacionamento em casa.
Acho que fica a dica de que o dedinho do cara na foto, demonstra que sim, ele te ama, e sim, você deve se esforçar para acertar os pontos com ele e manter vivo seu relacionamento.